MEDITAR É DEIXAR FLUIR
Meditar é um processo muito simples: tudo o que nós precisamos saber é deixar fluir. Apenas observemos o movimento de nossa mente, não façamos nada, pois não há nada que precisemos fazer. Apenas sejamos um observador, olhando o tráfego da mente - nossos pensamentos que passam, nossos desejos, memórias, sonhos, fantasias e algo mais. Simplesmente estejamos desta cados, fora, desidentificados, neutros, observando, vendo sem julgamentos, sem condenações, nem dizendo isto é bom ou isto é ruim. Não nos apeguemos às nossas crenças, porque senão nunca seremos capazes de meditar. A crença é contra a meditação, porque a crença é cheia de regras e normas de coisas que deveriam ser assim e coisas que não deveriam ser assim. Os pensamentos que não conseguimos apenas testemunhar com neutralidade, sem apegos nem aversões, acabam sendo rotulados e concluímos: isto não é bom ou isto é bom. O que quer que nós decidamos que é bom significa que estamos identificados e logo nos apegamos àquilo. E o que quer que consideremos ruim, nós rechaçamos e queremos jogar fora. Com isso, ficamos a saltitar no meio dos pensamentos e começamos a brigar com alguns e a abraçarmos outros, perdendo todo o poder de observar. Apenas olhar neste caso, significa simplesmente observar sem se envolver, sem preconceitos. Este é todo o segredo da meditação. É simples! Uma vez que entendemos o mecanismo, meditar se torna a coisa mais simples do mundo, porque quando nós nascemos nós temos esta inocência e simplicidade. Então, é apenas uma redescoberta. Meditação não é uma coisa nova, nós já viemos com ela para o mundo. A mente é que é uma coisa nova; meditação é nossa natureza, é o nosso ser em si. Não é difícil! Você só tem que compreender o mecanismo: observar sem se identificar.
Roberto Nogueira
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